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USO IN VITRO E IN VIVO DO ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA (MELALEUCA ALTERNIFOLIA) EM OTITES BACTERIANAS E POR LEVEDURAS EM CÃES

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melaleuca

USO IN VITRO E IN VIVO DO ÓLEO ESSENCIAL DE
MELALEUCA (MELALEUCA ALTERNIFOLIA) EM OTITES
BACTERIANAS E POR LEVEDURAS EM CÃES

NEVES, R.C.S.M.1*; MAKINO, H.2; PERES-CRUZ, T.P.S.2; SILVEIRA, M.M.2;
GOMES, K.G.S.3; SOUSA, V.R.F.4; FERRAZ, V.5; BELLI, C.B.6
1 – Hospital Veterinário, UFMT, Cuiabá
2- Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, UFMT, Cuiabá
3- Médica Veterinária autônoma, Cuiabá
4– Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária e Zootecnia, UFMT,
Cuiabá
5 –Departamento de Química, UFMG, Belo Horizonte
6 – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, USP, São Paulo
E-mail: nevesrita@hotmail.com.br

Otites caninas constituem um dos principais motivos de consultas. A
terapêutica normalmente consiste em limpeza dos condutos, com posterior
fase de aplicação de antibacterianos ou antifúngicos, podendo causar
hipersensibilidade e até ototoxicidade. Na busca por novos fármacos, o presente
trabalho avaliou, in vitro e in vivo, a eficiência do óleo de Melaleuca alternifolia
em otites bacterianas e fúngicas de cães. Vinte e oito cães com otopatias crônicas
formaram a população em que se comparou a ação do óleo com a gentamicina e
a nistatina. A cultura microbiológica detectou 62,5% das infecções como mistas
(bactérias e leveduras), 33,9% infecções bacterianas e 3,6% infecções fúngicas.
Os micro-organismos mais isolados foram Staphylococcus intermedius,
Staphylococcus aureus, Proteus mirabilis e Malassezia pachydermatis. No teste
in vivo, foram formados três grupos e, em todos os animais, a loção do óleo
essencial de melaleuca a 5% foi aplicada na orelha direita. A eficácia foi avaliada
de duas formas: achados clínicos e citologia. No grupo otite fúngica (loção de
nistatina a 0,15% na orelha esquerda) não houve diferença significativa, e os
dois produtos utilizados reduziram a pontuação das lesões durante o tempo
avaliado, sugerindo a melhora do quadro. No grupo otite bacteriana (loção
de gentamicina a 0,3% na orelha esquerda) houve diferença significativa, com
maior eficácia da gentamicina, embora os dois produtos tenham reduzido a
pontuação das lesões durante o tempo avaliado, indicando melhora no quadro
pela redução significativa de bactérias e leucócitos. No grupo otite mista (loção
de gentamicina a 0,3% e nistatina a 0,15% na orelha esquerda) não foi detectada
diferença significativa entre os tratamentos, sendo que os dois produtos
reduziram a pontuação das lesões durante o tempo avaliado, evidenciando
a melhora no quadro. O óleo de Melaleuca alternifolia não causou efeitos
colaterais, sistêmicos ou dermatológicos. A sensibilidade das bactérias, no
teste in vitro, apresentou problemas de execução, resultando em dados que não
permitiram a obtenção de uma conclusão definitiva, necessitando-se de novos
estudos. No entanto, in vivo, o óleo induziu a remissão das otites bacterianas e
reduziu a quantidade de leveduras nas micóticas. As conclusões deste estudo
indicam a viabilidade do óleo de Melaleuca alternifolia como opção terapêutica
em otites externas em cães.

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