A importância do manejo adequado de répteis em cativeiro por Jorge Salomão Junior

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Com a ascensão do mercado pet no mundo inteiro, o Brasil é considerado, segundo o IBGE, o quarto maior país em população total de animais de estimação. A criação de répteis como hobby atualmente também acompanha essa curva de crescimento, fazendo com que a cada ano mais pessoas queiram aderir à moda dos “pets escamosos”. Porém, esses animais requerem cuidados muito distintos dos pets convencionais, como cães, gatos e até peixinhos-dourados, o que torna essencial conhecer a biologia, o comportamento e a demanda do animal que queremos criar.
Os répteis são animais vertebrados pecilotérmicos, ou seja, não são capazes de regular a temperatura corporal sozinhos, por isso eles têm a temperatura do ambiente onde estão. Apesar de serem atribuídos muitos tabus e inseguranças a esses animais, eles são relativamente seguros do ponto de vista de doenças transmissíveis. Além do mais, encaixam-se perfeitamente na correria do dia a dia, pois não demandam muita atenção, tampouco passeios diários, tornando-os indiscutivelmente animais mais práticos de criar. Contudo, necessitam de espaços feitos sob medida de acordo com a espécie escolhida, levando em consideração que cada uma possui sua particularidade, podendo viver desde em lugares aquáticos até no mais seco deserto. Desse modo, é muito importante atentar aos fatores básicos para se manter um réptil em cativeiro. Assim como qualquer outro animal, os répteis demandam cuidado e manejo adequados, então, antes de adquirir um réptil, deve-se levar em consideração vários fatores, como a alocação adequada (dimensão, ventilação, umidade, temperatura, iluminação, higienização e material do recinto), nutrição certa, conhecer um veterinário especialista para o caso de emergência e saber a procedência do animal. Este último item é de extrema importância. Devemos sempre obter o máximo de informação do animal, por exemplo, se foi capturado da natureza ou nascido em cativeiro, se é legalizado, se está se alimentando bem, se está vermifugado e se o vendedor garante a saúde do animal. Caso haja dúvidas, o melhor é não adquirir o animal e se informar melhor. Lembre-se de nunca adquirir um animal ilegal. Além de desequilibrar a fauna, as consequências variam de multa até prisão.

Jorge Salomão Junior
Médico veterinário formado na universidade metodista de SP no ano de 2006.
Responsável técnico por criadouros e mantenedouros de animais silvestres no interior de Sp.
Sócio proprietário da clínica veterinária Zoopet com unidades em Jundiaí e Campinas.
Mestrando departamento de reprodução animal- FMVZ – USP.

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