Porquinhos-da-índia por Alessandro F. A. Bijjeni

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Hoje é dia de falarmos dos graciosos porquinhos-da-índia!!!!

Bom, antes de sairmos falando, falando e falando, a primeira coisa que precisamos deixar claro é que os famosos porquinhos-da-índia não são porquinhos, ou seja, não são pequenos suínos. São roedores. E muito menos são originários da Índia. As Índias foi a forma como até o início do século XIX os europeus designaram várias regiões, primeiro na Ásia e depois na América. O termo incluiu as Índias Orientais e Ocidentais. Em inglês, são conhecidos como ”guinea pig”, ou seja, porquinho-da-guiné!

Esses animais receberam esse nome por emitirem sons semelhantes a porquinhos (quem já viu um ao vivo sabe bem o que estamos falando); vivem em uma região também conhecida como região das Índias. Unindo uma coisa à outra, temos o porquinho-da-índia.

Nos EUA e em diversos países da Europa e de outros continentes, os PDIs (PDI será nosso apelido carinhoso a partir daqui, beleza?) fazem cada vez mais sucesso. No Brasil, o PDI já é ”febre” há um bom tempo, mas teve uma grande ajuda após o lançamento do filme Força G.

Gordinhos, barulhentos, preguiçosos, gulosos (e muito!) e simpáticos (características que vemos na grande maioria dos PDIs – se o seu não se enquadra, não se desespere nem se exalte conosco), eles conquistam dia a dia mais espaço nas casas dos apaixonados por animais ”exóticos”.

Hoje são diversas variedades de PDIs encontradas em todo o mundo. Temos o tradicional, os peludos, os punks, os carecas, os quase carecas… Muitos!

Falemos, então, um pouco sobre manejo ambiental. Os PDIs, como já dissemos, são animais naturalmente preguiçosos e, se “vacilarmos”, se tornarão animais EXTREMAMENTE folgados, o que se resume a animais sedentários e consequentemente obesos, então é importante que os porquinhos, desde pequenos, possuam um espaço considerável, que possam realizar um pouco de exercício; por isso, deve-se tomar muito cuidado com gaiolas pequenas, pois a vida do porquinho se resumirá a poucas coisas: gritar/chorar pedindo comida, comer, dormir e se locomover (2-3 passos) até o comedouro. SÓ! Isso tudo irá gerar problemas à saúde dele.

Existem gaiolas boas para PDIs, mas o que vemos como melhor opção atualmente são os famosos cercadinhos: espaçosos, fáceis de montar, desmontáveis e fáceis de transportar.
Como substrato, existem diversos, e é difícil apontarmos o melhor. Variará de tutor para tutor (gosto, estética, frequência na higienização…). Muita gente utiliza os famosos tecidos/paninhos soft que funcionam bem, mas existe a necessidade de atenção com a higiene, podendo colocar embaixo deles toalha ou outro material absorvente; a serragem de qualidade pode ser usada também, mas, como qualquer outro material, é importante ter frequência na higienização. Outro substrato muito usado, e com sucesso, é o granulado de madeira; porquinhos vivem bem também em solo arenoso, lembrando que alguns animais são até mantidos em quintais.

Outro item para se ter atenção são as grades, em caso de uso de gaiolas. Elas não devem ser muito espaçadas, nem muito estreitas (de preferência estreitas o suficiente para os membros não passarem e largas o suficiente para que as fezes passem). CUIDADO COM RODINHAS (não recomendamos o uso).

Passemos então para a alimentação desses animais: os porquinhos-da-índia não sintetizam a vitamina C, ou seja, precisam ser suplementados com essa vitamina ou receber alimentos enriquecidos com ela. Eles são restritamente herbívoros. Hoje em dia, recomendamos que utilizem ração de QUALIDADE e uma grande variedade de folhas. Ah, e feno, hein?! Não se esqueçam: Feeeeeno viu?! NÃO ALFAFA !!! F E N O !!!

Assim como para coelhos, recomendamos uma boa oferta de feno e folhas como couve, almeirão, escarola, catalônia, rúcula, ramos de cenoura e outras. Por exemplo, a couve-de-bruxelas e os pimentões são alimentos BEM RICOS em vitamina C. Vemos com frequência a deficiência de vitamina C nesses animais, conhecida como escorbuto. Esteja ciente de que seu PDI NECESSITA de alimentos ricos nessa vitamina ou uma ração já suplementada com ela. Novamente repetimos, ração de qualidade, viu?! Existem rações suplementadas com vitamina C, mas, de qualquer maneira, recomendamos que procure atendimento especializado para que o cardápio do seu animal seja corretamente estabelecido. Não deixe de buscar pelo Médico Veterinário especializado em animais silvestres para que este lhe auxilie para que ofereça o manejo adequado ao seu pet.

Frutas, legumes e as chamadas “guloseimas” devem ser fornecidas em pequenas quantidades, 1X POR SEMANA (não mais!), para evitarmos possíveis problemas.
Lembre-se: as fibras devem ser a base da alimentação.

Em resumo, recomendamos ração de qualidade e um grande fornecimento de feno, capins e folhas diversas.

Vamos falar um pouco dos principais problemas que acometem esta espécie tão querida e mantida como ”pet”.

Os porquinhos, assim como os coelhos, apresentam raízes dentárias abertas, ou seja, crescimento contínuo de todos os dentes. A alimentação à base de fibras faz com que haja um bom desgaste dentário, ajudando assim a minimizar os quadros tão comuns de alterações odontológicas.

Em relação à alfafa, evitamos, pois trata-se de um alimento muito rico em cálcio, e os PDIs são animais com predisposição a cálculos vesicais (bexiga), uretrais, ureterais e renais. EVITE!!!

Os problemas gástricos também são comuns, mais um motivo para capricharem nas fibras na dieta. Ah! E lembrando: por mais que seu PDI tenha pelagem curta, sempre é bom escová-lo. Não se esqueça disso, pois as bolas de pelo também acometem esta espécie com certa frequência.

Alessandro F. A. Bijjeni
Médico veterinário formado pela FMU em 2007.
Pós Graduado em clínica médica de animais silvestres e exóticos pela Anclivepa.
Sócio fundador da Exotic Pets Clínica Veterinária.
Professor do Cetac e coordenador da Pós Graduação de Medicina de Pets Não Convencionais UNIP/CETAC.

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